Os recentes casos de violência por suposta motivação homofóbica, como os que envolveram jovens na avenida Paulista, em São Paulo, em novembro, não são novidade na vida de travestis e transexuais. A violência contra essas pessoas começa cedo, já na infância, e no interior da própria família e se repete na escola e ao longo de toda a vida. A violência é uma constância na vida delas. Começa com uma violência que é menos visível, mas mais danosa para a pessoa que é a violência dentro de casa. Nem sempre travestis e transexuais sofrem violência física, mas em geral passam pela exclusão familiar. ''Ou você se enquadra no sexo que nasceu ou vai ser expulso de casa''. Uma ou um travesti seria aquele que se comporta e se veste como o outro gênero, mas não quer a cirurgia para mudar seu órgão sexual. Já os/as transexuais, sentem a necessidade de fazer a cirurgia, pois se sentem do outro gênero desde o nascimento. As transexuais consideram que nasceram com o corpo errado. A mente age como se fosse de um sexo e o corpo é de outro, por isso desejam fazer a operação que recolocaria o corpo no lugar que deveria estar. Segundo pesquisas, uma ínfima porcentagem de famílias compreendem e aceitam familiares transexuais ou travestis. Motivo que leva muitas pessoas a viverem escondidas ou se relacionarem apenas dentro do mesmo grupo.
Discriminação: Transexuais e travestis sofrem preconceito e humilhação em ações simples do dia a dia, como ir ao banheiro ou procurar um médico. Homem e mulher trans, como se vestem de mulher, utilizam banheiros femininos e todas elas relatam violência nessas situações porque mulheres reclamam se descobrem ou sabem. Da mesma forma não seriam aceitas com roupa de mulher em banheiro de homem. Há casos de profissionais demitidos ou que tiveram de se submeter a usar 'o banheiro dos fundos' para permanecer na empresa. Amor: A maioria das mulheres e homens transexuais sonha com casamento, família e quer a mudança de sexo. O que precisamos é de respeito, e de amadurecimento da sociedade. Precisamos de igualdade. Chega de Preconceito! A sociedade repressora não aceita que alguns tenham a liberdade de viver como querem. Ser racional e aceitar as diferenças é fundamental para uma vida de paz.
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