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Ser racional e aceitar as diferenças é fundamental para uma vida de paz.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

I Conferência Livre LGBT de Toledo/PR

Realizamos no último dia 24 de Setembro de 2011 

I Conferencia Livre de Políticas Públicas Direitos Humanos do segmento LGBT (Lésbicas/Gays/Bissexuais/Travestis e Transexuais).


74 pessoas participaram do evento. A Conferência foi realizada em parceria com a PROEX, colegiado de Serviço Social, da OAB, do mandato do deputado Estadual Profº Lemos e do Vereador Paulo dos Santos.

O Decreto Presidencial de 18 de maio de 2011, convocou a II Conferência Nacional de Políticas Públicas e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – LGBT a realizar-se de 15 a 18 de dezembro de 2011 na cidade de Brasília – DF, com o tema “Por um país livre da pobreza e da discriminação: promovendo a cidadania LGBT”, sob a responsabilidade da Secretaria de Diretos Humanos da Presidência da República. A Portaria nº 1.373, de 01 de julho de 2011, emitida pela Ministra Maria do Rosário Nunes, estabelece o Regimento Interno e prevê a realização de etapas Municipais, Regionais, Estaduais/Distrital e Nacional, ao mesmo tempo que faculta a realização de conferências livres. Uma vez que o Município de Toledo não convocou a etapa municipal no período previsto, a sociedade civil organizada tomou a iniciativa de realizar uma Conferência Livre visando efetivar os objetivos propostos pela Conferência Nacional e assim, a partir do âmbito local, contribuir no processo de construção da cidadania da população LGBT. A atividade foi dividida em duas partes, sendo a primeira a exposição do tema através de palestra, seguida de debate com os membros da plenária. Num segundo momento foram elaboradas e apresentadas as propostas e definidos/as os/as delegados/as para as etapas posteriores. Como resultado deste espaço público de debate foram deliberadas propostas que espera-se contribuir no fortalecimento do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos da população LGBT a partir do âmbito local.


Conferência LGBT

Palestrante Márcio Marins da APPAD - Associação Paranaense da Parada da Diversidade - Curitiba

Vereador Paulo dos Santos e Deputado Estadual José Lemos

Representante da Comissão Organizadora Juliano Melahel

Público Presente

Debate

Sérgio Gondaski - Comissão Organizadora - Proprietário do BLOG

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Projeto #eusougay

Aqui está o resultado do projeto #eusougay, parabéns a todos pela participação,
e assim, aos poucos, vamos mudar o mundo. Orgulho LGBT.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Lutando contra Homofobia


Infelizmente vivemos em um mundo cheio de preconceitos e esses geram inumeras ofensas, discriminações. A cada dia evoluímos em relação à tecnologia, economia, e tantos outros avanços, os sociais, científicos e outros. Porém, entre tantas revoluções, ainda convivemos com pessoas preconceituosas, que não sabem respeitar ao próximo, preferindo espancar, ofender.
O respeito é o mínimo que uma pessoa como cidadã deve ter, porque somos todos humanos, e devemos ter nossos direitos garantidos e defendidos.
O homossexual ainda é tratado de forma discriminatória pela sociedade, sofre desde criança, com ofensas de seus coleguinhas, até a vida adulta, quando vai à procura de sua independia buscando um trabalho, onde maioria das vezes lhe trancam a porta. Sem falar em pais que não aceitam o filho por ele ter essa orientação sexual, discriminam, ofende, até preferem que o filho vá embora de sua casa, realidade que maioria dos homossexuais sofre. Além do preconceito nas ruas, os atos de violência muitas vezes acontecem dentro de casa, sendo os próprios pais, aqueles que mais deveriam dar apoio ao seu filho, os agressores.
Convivemos com pessoas que insistem em manter-se alheias as mudanças sociais e reproduzem as práticas de seus antepassados negando direitos, criticando o diferente, tirando liberdades, onde fica claro que a ignorância acerca da homossexualidade é uma questão que contribui para o aumento da marginalização dos homossexuais e disseminação da homofobia. Isso fica claro o constatarmos que o número de homossexuais assassinados por motivação homofóbica cresce a cada ano.
Todos os dias vemos nas ruas, em colégios e em vários lugares, crianças, adolescentes e até mesmo adultos, chamando seus amigos de viado, bichinha, boiola, vocabulário ridículo, usado como ofensa. Além de ser utilizado como forma de tirar saro do amigo, este tipo de chingamentos é sendo uma das formas de mostrar seu preconceito. É muito triste pessoas passando uma má imagem dos homossexuais para as crianças, essas vão crescendo com esse pensamento pequeno, contribuindo para um mundo homofóbico, onde ainda julgam os homossexuais por acharem que somos diferentes.
Vivemos em uma sociedade onde as pessoas dita “normais” não aceitam a diferença, e acham que todos devem seguir esse padrão ridículo que foi imposto á todos, padrão que nem deveria existir e que não contribuiu em nada. É ridículo quando vemos as pessoas rindo, comentando, chingando um homossexual, ele é normal como qualquer um, ele tem direitos, tem uma vida, uma família, planos e sonhos assim como qualquer pessoa.
Nos dias atuais, convivemos diariamente com movimentos sociais, esses quais muitas pessoas ativas na sociedade participam, lutando pelos direitos, buscando a igualdade entre todos. São várias as conquistas que vêm acontecendo, mostrando que somos iguais, e algumas pessoas, ignorantes não concordam, falam, vão á publico, e conseguem levar muitas pessoas com seu pensamento infeliz.
Todos têm liberdade de pensar, de escolher o que acha certo ou errado, porém, todos têm limites, e um deles é o respeito, ele vem em primeiro lugar em qualquer situação. Queremos construir um país justo, democrático, aonde respeito e paz venham em primeiro lugar, onde a desigualdade não exista. Temos de pensar, agir, mudar, lutar, ter direitos. Muito sofrem aqueles que são julgados, e que simplesmente se calam, todos têm capacidade de se expressar, e não deixar com que o mundo se retroceda, porque devemos a cada dia acabar com essas barreiras, e sermos justos. Ser homofóbico é ser burro, o fato de uma pessoa ser gay, não muda em nada sua vida, você continua tendo sua orientação sexual, sua vida, assim como ele tem a dele, onde todos devem ter seus direitos e o respeito acima de tudo.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

15ª Parada do Orgulho LGBT

No Final de semana (26/06/2011), aconteceu em São Paulo a 15ª Parada LGBT,
onde lésbicas, gays, bissexuais, travetis e transgêneros lutam pela igualdade social
e seus direitos. A Parada conta também com a participação de simpatizantes,
famílias, e todos que apoiam os movimentos LGBT. Participaram do manifesto
mais de 4 milhões de pessoas.

"Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia!"


PRECONCEITO NÃO!

Política e Militância

Nas últimas décadas, o movimento LGBT em todo o mundo luta pelo fim
da homofobia, pela igualdade de direitos, pela vocalização das demandas
de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. As conquistas já
observadas em vários lugares e áreas são consequências da ação de
ativistas. Todos nós Homossexuais devemos lutar por nossos direitos,
devemos ser ativos na sociedade e não apenas aceitar o que eles nos empoem.
No dia a dia temos pessoas lutando pela democracia e igualdade de todos,
enquanto outras pessoas simplesmente aceitam tudo o que à elas é imposto.
Todos temos direitos e devemos lutar por eles, ainda mais em um país onde
vemos tantas pessoas preconceituosas, preconceito esse que queremos acabar.

Não basta aceitar, nosso dever é lutar e mostrar que
    ser gay é apenas uma característica.


Identidade de Gênero

Identidade de gênero
É uma experiência interna e individual do gênero de cada pessoa, que pode ou
não corresponder ao sexo atribuído no nascimento, incluindo o senso pessoal
do corpo (que pode envolver, por livre escolha, modificação da aparência ou
função corporal por meios médicos, cirúrgicos e outros) e outras expressões de
gênero, inclusive vestimenta, modo de falar e maneirismos.Identidade de gênero
é a percepção que uma pessoa tem de si como sendo do gênero masculino,
feminino ou de alguma combinação dos dois, independente de sexo biológico.
Trata-se da convicção íntima de uma pessoa de ser do gênero masculino
(homem) ou do gênero feminino (mulher).


Androginia
Termo genérico usado para descrever qualquer indivíduo que assuma postura
social, especialmente a relacionada à vestimenta, comum a ambos os gêneros.


Drag queen 
Homem que se veste com roupas femininas de forma satírica e extravagante para
o exercício da profissão em  shows e outros eventos. Uma drag queen não deixa
de ser um tipo de “transformista” (consultar abaixo o termo), pois o uso das roupas
está ligado a questões artísticas, a diferença é que a produção necessariamente
focaliza o humor, o exagero.

Drag King
Versão “masculina” da drag queen, ou seja, trata-se de uma mulher que se veste
com roupas masculinas para fins de trabalho.


T-Lover 
Refere-se a pessoas que sentem atração por travestis e/ou transexuais. Em geral,
essas pessoas assumem a identidade heterossexual ou bissexual.

Transexual
Pessoa que possui uma identidade de gênero diferente do sexo designado no
nascimento. Homens e mulheres transexuais podem manifestar o desejo de
se submeterem a intervenções médico-cirúrgicas para realizarem a adequação
dos seus atributos físicos de nascença (inclusive genitais) a sua identidade de
gênero constituída.


Transformista
Indivíduo que se veste com roupas do gênero oposto movido por questões artísticas.

Transgênero 
Terminologia utilizada para descrever pessoas que transitam entre os gêneros.
São pessoas cuja identidade de gênero transcende as definições convencionais
de sexualidade.


Travesti
Pessoa que nasce do sexo masculino ou feminino, mas que tem sua identidade de
gênero oposta ao seu sexo biológico, assumindo papéis de gênero diferentes
daquele imposto pela sociedade. Muitas travestis modificam seus corpos por meio
de hormonioterapias, aplicações de silicone e/ou cirurgias plásticas, porém, vale
ressaltar que isso não é regra para todas (definição adotada pela Conferência
Nacional LGBT em 2008. Diferentemente das transexuais, as travestis não desejam
realizar a cirurgia de redesignação sexual (mudança de órgão genital).

Sexualidade

Algumas definições para maior entendimento.

Gênero
Conceito formulado nos anos 1970 com profunda influência do movimento feminista.
Foi criado para distinguir a dimensão biológica da dimensão social, baseando-se no
raciocínio de que há machos e fêmeas na espécie humana, no entanto, a maneira de
 ser homem e de ser mulher é realizada pela cultura. Assim, gênero significa que
homens mulheres são produtos da realidade social e não decorrência da anatomia
de seus corpos. 

Sexo biológico
Conjunto de informações cromossômicas, órgãos genitais, capacidades reprodutivas
e características fisiológicas secundárias que distinguem machos e fêmeas.  


Sexualidade
Refere-se às elaborações culturais sobre os prazeres e os intercâmbios sociais e
corporais que compreendem desde o erotismo, o desejo e o afeto, até noções
relativas à saúde, à reprodução, ao uso de tecnologias e ao exercício do poder
na sociedade. As definições atuais da sexualidade abarcam, nas ciências sociais, 
significados, ideias, desejos, sensações, emoções, experiências, condutas,
proibições, modelos e fantasias que são configurados de modos diversos
em diferentes contextos sociais e períodos históricos. Trata-se, portanto, de um
conceito dinâmico que vai evolucionando e que está sujeito a diversos usos,
 múltiplas e contraditórias interpretações e que se encontra sujeito a debates
e a disputas políticas.



Orientação sexual
Refere-se à capacidade de cada pessoa de ter uma profunda 
atração emocional, afetiva ou sexual por indivíduos de gênero 
diferente, do mesmo gênero ou de mais de um gênero, assim 
como ter relações íntimas e sexuais com essas pessoas


Bissexual
É a pessoa que se relaciona afetiva e sexualmente com pessoas 
de ambos os sexos/gêneros. Bi é uma forma reduzida de falar de 
pessoas Bissexuais.

Bissexualidade
Termo utilizado para descrever a experiência bissexual em sentido amplo.


GLS   
Sigla que se popularizou por designar, em uma única sigla, não só os “gays” 
e “lésbicas”, mas também aqueles que, independentemente de orientação sexual
ou identidade de gênero, são solidários, abertos e “simpatizantes” em relação à
diversidade LGBT. GLS também é utilizado para descrever as atividades culturais
e mercadológicas comuns a este grupo de pessoas. A sigla GLS é excludente
porque não identifica as pessoas bissexuais, travestis e transexuais. Dessa forma,
não deve ser empregada como referência à esfera política das diversas vertentes
dos movimentos LGBT.


Hermafrodita  
Ver “Intersexual”.


Heteronormatividade   
Expressão utilizada para descrever ou identificar uma suposta 
norma social relacionada ao comportamento padronizado heterossexual. 

Desvio sexual
No Brasil, a homossexualidade não é considerada  “desvio sexual” desde
1985, pelo Conselho Federal de Medicina. É um termo ofensivo, e que não
deve ser usado por profissionais da comunicação, pois indica que a
homossexualidade é uma “anomalia”, algo fora da “normalidade”
heterossexual.

Heterossexualidade
Termo utilizado para descrever a sexualidade dos heterossexuais em seu
sentido mais abrangente, compreendendo não só a esfera sexual em si
(atração e prática do ato sexual), como também a esfera afetiva e a
implicação de ambas em comportamentos e relações humanas. Embora
nos dicionários as palavras heterossexualidade e heterossexualismo figurem
como sinônimos, o movimento LGBT não emprega o sufixo “ismo” para
identificar orientação ou identidade sexual, por trazer uma carga semântica
de conotação negativa, que caracteriza doença ou distúrbio.

Homoafetivo
Adjetivo utilizado para descrever a complexidade e a multiplicidade de relações
afetivas e/ou sexuais entre pessoas do mesmo sexo/gênero. Este termo não é
sinônimo de homoerótico e homossexual, pois conota também os aspectos
emocionais e afetivos envolvidos na relação amorosa entre pessoas do mesmo 
sexo/gênero. É um termo muito utilizado no mundo do Direito. Não é usado
para descrever pessoas, mas sim as relações entre as pessoas do mesmo sexo/gênero. 


Homoerótico 
Noção flexível para descrever a pluralidade das práticas ou desejos sexuais
relacionados aos sujeitos do mesmo sexo/gênero. Assim como homoafetivo,
não é usado para descrever pessoas, mas aspectos relacionados à relação
homoerótica.

Homossexual
É a pessoa que se sente atraída sexual, emocional ou afetivamente por pessoas
do mesmo sexo/gênero. 

Homossexualidade 
É a atração sexual e afetiva por pessoas do mesmo sexo/gênero. 


Homossexualismo 
Termo incorreto e preconceituoso devido ao sufixo “ismo”, que denota doença,
anormalidade. O termo substitutivo é homossexualidade, que se refere da forma
correta à orientação sexual do indivíduo, indicando “modo de ser”.


Intersexuado 
Ver “Intersexual”. 

Intersexual
É o termo geral adotado para se referir a uma variedade de condições
(genéticas e/ou somáticas) com que uma pessoa nasce, apresentando uma
anatomia reprodutiva e sexual que não se ajusta às definições típicas do
feminino ou do masculino.

Lésbica   
Mulher que é atraída afetivamente e/ou sexualmente por pessoas 
do mesmo sexo/gênero. Não precisam ter tido, necessariamente, 
experiências sexuais com outras mulheres para se identificarem 
como lésbicas.


Opção sexual
Essa expressão é incorreta. O termo aceito é “orientação sexual”. 
A explicação provém do fato de que ninguém “opta”, conscientemente,
por sua orientação sexual. Assim como o heterossexual não escolheu essa
forma de desejo, o homossexual (tanto feminino como masculino) também não.